sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Japão enfrentará o Brasil em outubro

Por: Chico Ferreira

 A JFA já confirmou uma lista de amistosos que servirão como preparação para a nova fase da seleção japonesa, começando pela busca do penta asiático em 2015. Dentre as seleções adversárias temos quatro da América do Sul, uma delas é a seleção brasileira. O amistoso está confirmado pra o dia 14 de outubro em Singapura.

Nosso retrospecto contra a seleção canarinho não é nada favorável, em 10 confrontos com as seleções principais foram oito derrotas e apenas dois empates, e os últimos dois confrontos perdemos de goleada sofrendo sete gols e não marcando nenhum. E em toda história foram apenas quatro gols marcados e 27 sofridos, a vantagem brasileira é esmagadora.

Vantagem brasileira em confrontos contra o Japão é enorme (Foto: Getty Images)
Brasil e Japão estão iniciando um novo ciclo, ambos com treinadores novos e dispostos a mostrar bons resultados logo de inicio. Uma vitória contra uma grande adversária seria ótimo pra dar moral pro time, e acabar de vez com esse velho tabu de que o Japão amarela diante do Brasil. Aguirre já venceu a seleção brasileira quando treinou o México e pode mostrar o caminho para os japoneses.

Além do Brasil a JFA confirmou mais cinco jogos até novembro, são eles:

 5/9 - Japão X Uruguai - (Kirin Challenge cup)

9/9 - Japão X Venezuela - (Kirin Challenge cup)

10/10 - Japão X Jamaica – (Kirin Challenge cup)

14/10- Japão X Brasil – Singapura

14/11- Japão X Paraguai - (Kirin Challenge cup)

18/11 – Japão X Romênia - (Kirin Challenge cup)


       

domingo, 6 de julho de 2014

O que podemos esperar de Aguirre?

Por: Chico Ferreira


             
A JFA escolheu Javier Aguirre, só falta oficializar(Foto: Getty Images)
A seleção japonesa tem um novo treinador, a JFA não demorou em mexer os pauzinhos e contactou o mexicano Javier Aguirre para o cargo de treinador dos samurais blues para os próximos quatro anos (maior contrato já oferecido a um treinador pela JFA). Apesar do anuncio oficial só sair após o mundial, está quase certo que ele assuma o cargo, tendo já os salários acertados, cerca de 2,45 milhões de dólares por ano (o treinador mais bem pago da historia da seleção!).

Javier Aguirre tem 55 anos e foi jogador de futebol antes de se tornar treinador, atuando no meio-campo, chegou a atuar pela seleção mexicana e disputou a copa de 1986. Como treinador ele treinou alguns clubes mexicanos, assumiu a seleção de seu país em duas copas do mundo (2002 e 2010), passou também na Espanha e treinou o Osasuna, Atlético de Madrid e Zaragoza e seu último trabalho foi no Espanyol.

Em suma, caso se concretize, Aguirre não é o treinador ideal para a o Japão, sua carreira foi em grande maioria em clubes medianos na Europa. Conquistou poucos títulos o mais importante deles, com a seleção mexicana foi a conquista da Golden Cup em 2009.  Uma grande história ele não tem, ele é no mínimo do mesmo patamar de Alberto Zaccheroni, porém tem um jeitão de mais motivador do que o estático italiano. E já vem sendo criticado antes mesmo de começar a trabalhar, os diretores da J-league gostariam que alguém com mais conhecimento no futebol japonês fosse chamado, o que eu concordo nesse ponto, a J-league foi pouco prestigiada pelo italiano, muitos jogadores que merecia ao menos um teste no time nem foram lembrados. Nosso novo treinador também terá problemas para arrumar essa defesa que foi a pedra no sapato do Zacch.

Torcemos para que ele nos surpreenda, a base do time deve ser a mesma, só mudando alguns jogadores veteranos que devem encerrar seu ciclo com os samurais. A J-league deve ser mais exploradam assim como as categorias de base da JFA e acima de tudo o treinador tem que explorar o que o futebol japonês tem de melhor, e tem que saber motivar e cobrar isso dos jogadores. Essa geração pode mais do que vimos nessa copa, ano que vem tem Copa da Ásia e o Japão defendera a hegemonia e tem tudo para conquistar mais um título.

Podemos esperar muito trabalho e dedicação, Aguirre costuma motivar bastante seus atletas. Um treinador mais vibrante pode ser bom pra seleção, só esperávamos alguém com mais bagagem no futebol oriental e acima de tudo com um currículo melhor, contudo venha o que vier, estaremos sempre na torcida. Ganbare Nippon!













                                                                              

quinta-feira, 13 de junho de 2013

A primeira vez é inesquecível



 No dia 23 de julho de 1989, quase 24 anos atrás, Japão e Brasil se enfrentaram pela primeira vez na história do futebol.
O palco foi São Januário, na Capital carioca.
A seleção japonesa já havia jogado um amistoso diante do Palmeiras e perdido em São Paulo por 1x0.
Após o jogo diante da seleção, foram ao Sul do país e também perderam de 1x0 para o Coritiba de King Kazu (que na época não era da seleção sabe-se lá o motivo) e empataram em 1x1 com o Joinville.

Satoshi Tsunami era a principal ausência no Japão (foto:acervo pessoal)
Previsão
  Era a primeira vez que o Japão vinha ao Brasil. A previsão do placar era de que seria um massacre. Afinal, o técnico brasileiro Sebastião Lazaroni havia montado um time muito bom e competitivo. Contava com ótimos nomes, principalmente na parte ofensiva com Renato Gaúcho, Bebeto, Romário, Careca e Bismarck.

O Japão vinha de um tremendo fracasso na Copa da Ásia de 1988 e também já estava praticamente de fora das eliminatórias asiáticas da Copa do Mundo de 1990.
O treinador Kenzo Yokoyama, visando o futuro dos japoneses e a Copa da Ásia de 1992, escalou jogadores promissores como o zagueiro Masami Ihara,Kenta Hasegawa e Takumi Horiike.
Posteriormente os três virariam lendas da J.League.
Os olhos estavam voltados também ao zagueiro Tomoyuki Kajino, que na época estagiava no Flamengo.
O grande desfalque ficou por Satoshi Tsunami que se contundiu atuando pela JFL.
A seleção estava pronta para encarar os brasileiros pela primeira vez (foto:acervo pessoal)
O Jogo
 A Partida em si foi pouco movimentada e chata. Melhor para os japoneses que esperavam ser massacrados, mas conseguiram equilibrar o jogo e não serem muito atacados.
Ihara desde aquela época já mostrava que seria o grande xerife da seleção. Foi seguro o jogo todo e conteve o ataque brasileiro.
O Japão funcionou bem na defesa e no meio. O que não ajudava era mesmo o ataque (como sempre). Os japoneses simplesmente não atacavam e não chegavam ao gol.
Os brasileiros de tanto insistir chegaram ao gol com Bismarck aos 29 da etapa final.
Ele que mais tarde viraria um grande ídolo e escreveria o nome no Hall da Fama da J-League.

Os japoneses se saíram melhor do que esperavam e perderam apenas por 1x0 (foto:acervo pessoal)
Apesar dos resultados negativos, o Japão só ganhou com o tour ao Brasil. Os jogadores amadureceram e voltaram mais experientes.
Era apenas o começo da história entre Brasil e Japão.

Da seleção brasileira que entrou em campo em 1989 , Bebeto, Bismarck, Silas, Dunga, Mazinho e Careca jogaram a J-League nos anos 90.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Os renegados do Tio Zacca


Mais uma vez, o blog Futebol Nippon vem com uma matéria especial para você! Nosso querido leitor.
Como sempre, botamos lenha na fogueira e chegamos com mais um post crítico para o tio Zacca! Acho que nunca ficaremos satisfeitos com o desempenho do mago italiano no comando da seleção. *risos*
Aproveite o post e se divirta com a análise dos renegados.

Recentemente, o técnico Alberto Zaccheroni divulgou a lista dos convocados para a Copa das Confederações. O Torneio ocorrerá a partir do sábado dia 15/06 e o Japão enfrentará o Brasil no Mané Garrincha (Brasília) na abertura do torneio.

Após a classificação sofrida para a Copa do Mundo, tio Zacca divulgou a lista da Copa das Confederações sem surpresas (foto:JFA.or.jp)
O técnico da seleção japonesa não surpreendeu a ninguém e convocou a famosa “lista básica” que vem formando desde meados de 2011.
A maioria dos jogadores agradam os admiradores do futebol nipônico, principalmente no meio campo. Mas a defesa e o ataque ainda são um problema na seleção.
Apenas o técnico italiano enxerga Konno como um bom zagueiro titular e Maeda como o matador e finalizador na equipe. Além de convocar sempre Inoha e  Takahashi para fazer volume no banco de reservas. Opções que deixam os torcedores (principalmente os de fora do Japão) malucos.
A lista foi bem convocada. Mas Zacca poderia ter dado mais chance para outros jogadores que estão em melhor fase do que alguns da lista final do torneio.

Detalharemos agora boas opções que o titio italiano deixou de fora e razões para os atletas terem sido convocados.

Fiquem com a lista dos “injustiçados do tio Zacca” logo abaixo:

Mizumoto poderia ter recebido mais chances na seleção (foto: ameblo.jp)
Hiroki Mizumoto
Mizumoto não é um zagueiro de nível brilhante. Mas desempenha bem o seu papel na função. É o principal defensor do Sanfrecce Hiroshima, atual campeão japonês.
Apesar de não estar nas melhores das fases, ainda é melhor do que Konno e Inoha e poderia jogar na seleção.
Hiroki teve boa passagem na famosa “JEFleção” de Ivica Osim entre 2006 e 2007 e foi titular em alguns jogos.
Mizumoto também teve ótimas atuações nas seleções de base.
Após isso caiu no esquecimento e foi convocado apenas a partir de 2011 por Zaccheroni.


Desde os tempos que jogavam juntos no FC Tokyo, Morishige é melhor do que Konno. (foto:jfa)
 Masato Morishige
Já passou da hora de Morishige ser testado na seleção.
Já há um bom tempo ele vem desempenhando papel fundamental no FC Tokyo e ganhando destaque no cenário nacional. Além de jogar na defesa, pode atuar como meia defensivo também. Seria um ótima opção no lugar de Konno e Inoha que estão perdidos na lista do Japão.
Teve boas atuações nas seleções de base.


Shibasaki é uma das grandes revelações do futebol japonês. Já passou da hora de ser testado (foto:Mutsu Fotografia)

Gaku Shibasaki
      Com certeza é uma das maiores revelações do futebol japonês nos últimos anos.
Shibasaki é habilidoso, tem agilidade, passes precisos e chutes venenosos.
Além de saber atacar e defender muito bem. O futebol técnico e preciso lembra muito o de Hidetoshi Nakata. Já é uma realidade do futebol japonês e logo irá para a Europa. Poderia ter entrado no lugar de Takahashi na lista. O atleta é novo, tem apenas 20 anos. Seria ideal convocá-lo agora.
É o grande injustiçado no meio campo da lista dos renegados do tio Zacca.

Kakitani é um dos grandes nomes desde 2012 na liga. Apenas o tio Zacca não vê isso (foto:ameblo.jp)
Yoichiro Kakitani
Kakitani teve um começo de carreira fantástico! Fez muito barulho e marcou golaços na seleção sub-17 (inclusive do meio campo) entre 2006 e 2007 e foi cotado como a maior promessa do futebol japonês na época. Mas o meia-atacante sempre teve um temperamento de indisciplina e isso influenciou na carreira.
O próprio técnico Levir Culpi do Cerezo Osaka comentou que ele era um excelente atleta, mas não levava a carreira a sério. Apenas ano passado Kakitani amadureceu o suficiente para se tornar novamente um dos grandes nomes da J-League.
Inclusive marcou onze gols na temporada de 2012.

Atualmente, Kakitani já marcou nove gols em treze rodadas e é o artilheiro da competição. O jogador ainda é muito novo e tem 23 anos.
Poderia perfeitamente entrar no lugar de Maeda que sabe-se lá o motivo de ainda estar na seleção.


Toyoda tem feito o dobro de gols que Maeda faz e ainda não foi testado pelo tio Zacca (foto: j.league)
Yohei Toyoda
Outro atleta que desde o ano passado Alberto Zaccheroni poderia ter testado e convocado algumas vezes na seleção.
O atacante ganhou visibilidade em 2010 quando marcou 13 gols na J2.
No ano seguinte, foi o artilheiro da competição com 24 gols e o principal responsável pelo acesso do Sagan Tosu à primeira divisão no ano.
Ano passado, anotou 19 gols e ajudou o Sagan a permanecer na J1.
Atualmente, já tem oito tentos anotados.
Seria outra opção no lugar de Maeda na lista final, pelo menos para ser reserva.
 
Essa nem precisa de legenda. Todo mundo já sabe (foto:jfa.or.jp)
Hisato Sato
Coitado do Sato, este aí ao lado de Tatsuhiko Kubo é um dos jogadores mais injustiçados de todos os tempos na seleção japonesa.
Apesar de ser um grande goleador, o atacante sempre fica de fora das competições.
Sempre faz boas participações na J-League e gols importantes (não a toa que foi o artilheiro ano passado com 22 gols) e na temporada atual já tem nove em treze rodadas.
Sato é tão zicado que passou pelas mãos de Zico, Osim, Okada , Zaccheroni e conseguiu ser injustiçado por todos os técnicos.
Ficou de fora das Copas do Mundo de 2006 e 2010 e das Copas da Ásia de 2007 e 2011. Além de agora ter perdido a oportunidade (injustamente) de jogar a Copa das Confederações este ano. Provavelmente ficará de fora da Copa do Mundo também.
É, parece que Maeda é imbatível na seleção (apenas para o tio Zacca).

Se você leitor concordar, discordar ou achou que faltaram mais nomes na lista dos renegados, postem, comentem e falem tudo o que pensam
O blog Futebol Nippon agradece a opinião de você leitor e acha muito importante sua interação com o veículo!
Mandem bala pessoal!

PS: Para quem ainda não sabe da lista
Goleiros: Eiji Kawashima (Standard Liège/Bélgica), Shusaku Nishikawa (Sanfrecce Hiroshima), Shuichi Gonda (FC Tokyo)

Defensores: Yasuyuki Konno (Gamba Osaka), Yuzo Kurihara (Yokohama Marinos), Masahiko Inoha (Jubilo Iwata), Yuto Nagatomo (Inter de Milão/Itália), Atsuto Uchida (Schalke/Alemanha), Maya Yoshida (Southampton/Inglaterra), Hiroki Sakai (Hannover/Alemanha), Gotoku Sakai (Stuttgart/Alemanha)

Meio-campistas: Yasuhito Endo (Gamba Osaka), Kengo Nakamura (Kawasaki Frontale), Makoto Hasebe (Wolfsburg/Alemanha), Hajime Hosogai (Hertha Berlim/Alemanha), Keisuke Honda (CSKA Moscou/Rússia), Hideto Takahshi (FC Tokyo)

Atacantes: Ryoichi Maeda (Jubilo Iwata), Shinji Okazaki (Stuttgart/Alemanha), Mike Havenaar (Vitesse Arnhem/Holanda), Takashi Inui (Eintracht Frankfurt/Alemanha), Shinji Kagawa(Manchester United/Inglaterra), Hiroshi Kiyotake (Nuremberg/Alemanha)


quinta-feira, 30 de maio de 2013

Duelos históricos da Copa das Confederações - Parte 3: Japão 1x2 México - 16/06/2005


Olá, querido leitor! Encerramos aqui com o terceiro e último capítulo, os duelos históricos do Japão Na Copa das Confederações. 
Este será o último post pelo motivo de o Japão jamais ter enfrentado a Itália no torneio.
Lembrando que contamos aqui  os desafios dos samurais diante das equipes que enfrentará este ano aqui no Brasil (Itália, México e Brasil).

No post de agora, você leitor ficará por dentro de como foi o duelo diante do México na abertura do Grupo B no ano de 2005.
Não fique triste com o término do capítulo. Teremos muitas atrações ainda aqui pelo blog!
Aproveitem o post e divirtam-se na leitura!
Agora faltam apenas 15 dias para o início da copinha! Ganbatte Nippon!

Inexplicavelmente, o Japão mesmo com um time talentoso e com ótimos jogadores ofensivos, entrou em campo todo retrancado e recuado. Foi uma "grande ideia" do Zico.
Em pé: Fukunishi,Yanagisawa, Alex, Chano, Nakamura e Kawaguchi.
Agachados: Tanaka,Nakata, Ogasawara,Kaji e Miyamoto (foto:yahoo.jp)

No dia 16 de junho de 2005, Japão e México entraram em Campo na cidade de Hannover – Alemanha no jogo de abertura do Grupo B da Copa das Confederações.

Coincidentemente as equipes jamais haviam se enfrentado na história da competição e já estavam com as vagas na Copa do Mundo garantidas.

O Japão entrou em campo com um esquema medroso e retrancado, coisa que nunca deu certo na equipe, até agora ninguém sabe o que se passava na cabeça de Zico quando ele entrava com este esquema, já que era derrota na certa.
O treinador escalou um patético  3-6-1 com Kawaguchi no gol, Miyamoto, Tanaka Makoto e Chano na defesa. Fukunishi, Nakata, Ogasawara, Nakamura no miolo, Kaji e Alex Santos nas alas e Yanagisawa na frente como atacante.
Já o México entrou no manjado 4-4-2 com Borghetti e Fonseca na frente. Dupla que ao lado do meio Zinha infernizaram a defesa japonesa.

O jogo

Os mexicanos mais soltos e ofensivos começaram melhor. Obviamente.
Logo no primeiro minuto, Zinha e Torrado fizeram uma jogada rápida e botaram Fonseca na cara do gol que desperdiçou uma chance clara de gol,  para alívio de Miyamoto que foi à loucura com a displicência do companheiro Chano que comeu grama na jogada.
Os mexicanos continuavam a pressionar, mas as jogadas não davam certo. Sempre na hora H erravam os passes ou Miyamoto dava um jeito de cortar a bola.

Nakata foi o grande nome do Japão no duelo. (foto:afp)
Quando os mexicanos dominavam o jogo, a equipe relaxou e se descuidou bonito.
Ogasawara domina a bola no círculo central e lança Kaji  que achou Yanagisawa na área. O atacante de primeira dá um toque mortal e a bola ainda belisca o poste direito antes de entrar. Japão 1x0 aos doze minutos da etapa inicial.
Logo em seguida Kawaguchi faz uma defesa espetacular. Borghetti a queima-roupa cabeceia com força e o goleiro japonês não deixa a bola entrar. Foi a defesa mais linda de toda a partida.
Aos 35 minutos, Yanagisawa entra na área e tromba com Rafa Marquez. O juiz viu como lance normal e não apitou a penalidade. Lance que gera dúvidas até hoje na imprensa mundial.

Yana comemora o tento (foto: yahoo.jp)
No fim do primeiro tempo, Carmona carrega a bola pelo meio e toca para Zinha. O camisa sete chuta de fora dá área e acorda a coruja. Marca um golaço no ângulo sem chances de defesa para Kawaguchi. Falha na cobertura de Chano.
O empate foi justo para as equipes pelo que produziram no primeiro tempo. Embora o Japão estivesse muito retraído e jogando apenas no erro do adversário.

Segundo tempo

A etapa final começou muito truncada e ambas as equipes pouco produziram antes dos 10 minutos de jogo.
Mais uma vez Chano falha e aos onze minutos Borghetti livre cabeceia na área e acerta a trave direita. Foi por pouco.

O segundo tempo foi muito pegado e truncado. Poucas chances de gol e muitas faltas. (foto:fifa.com)
Inexplicavelmente Nakamura estava mal e foi substituído por Inamoto.
A alteração deu resultado e o loirinho em um chute venenoso quase marca aos 15 minutos.
A equipe melhorou ainda mais com a saída de Ogasawara para a entrada de Oguro. O time ficou mais veloz e menos retraído. Mas o gol não saía.

Os mexicanos viram que o Japão ia mal em todas as jogadas aéreas e abusavam da tática.
Eis que o velho ditado funcionou em campo (água mole em pedra dura...), Aos 18 minutos Fonseca de cabeça vira o jogo para os Mexicanos e novamente Chano falha na cobertura defensiva.
Borghetti cinco minutos depois marcou o terceiro gol, mas o impedimento foi bem assinalado.

Fonseca vence Chano novamente e marca o gol da vitória mexicana (foto: fifa.com)
Perto do fim, Zico finalmente tira Chano e coloca Keiji Tamada tardiamente.
Yanagisawa e Tamada tiveram chances claríssimas de igualar o marcador.
Porém, pegaram mal na bola e o jogo acabou mesmo em 2x1.

Zico novamente perdeu a partida por inventar demais e comprometeu todo o time.
Bem no fim o México mereceu a vitória por ser mais ofensivo e por ser menos medroso.
Os elencos se equivaliam e fizeram uma boa partida.

É isso aí caro leitor! Não perca o próximo post e fique por dentro de tudo sobre o Japão na Copa das Confederações!
 

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Duelos históricos da Copa das Confederações - Parte 2: Japão 2x2 Brasil - 22/06/2005


A Copa das Confederações está cada dia mais perto! E a aprtida entre Brasil e Japão está muito próxima
No começo da semana contamos a história do primeiro confronto ocorrido em 2001.
Agora contaremos a vocês sobre o grande duelo que ocorreu no ano de 2005 na Alemanha.
Lembrando que jamais houve um vencedor nestes confrontos em Copas das Confederações.

Fiquem agora com a Parte 2 dos grandes duelos que o Japão Promoveu:

No dia 22 de Junho na cidade de Colônia, na Alemanha. Entraram em campo Japão e Brasil pela terceira rodada da Copa das Confederações. O jogo valia muito, quem perdesse estaria eliminado.
A seleção brasileira tinha um recurso extra devido ao saldo de gols. A equipe campeã da Copa America poderia classificar-se com apenas um empate.

Japão e Brasil entraram em campo precisando da vitória. Quem perdesse daria adeus. (foto: getty images)
Preocupadíssimos com a situação, Zico e Carlos Alberto Parreira colocaram o melhor material humano possível em campo.
Zico escalou no time em um 4-4-2. Esquema que funcionou direitinho na vitória diante da Grécia. Parreira usou a mesma formação, mas com Ronaldinho e Kaká mais abertos pelos lados.
Lembrando que Zico diante do México entrou no 3-5-2, mas Chano fez o favor de afundar o esquema tático e dar muitas dores de cabeça ao treinador brasileiro.


Japão e Brasil fizeram um grande jogo (foto:fifa.com)

O jogo

Logo no começo da peleja, o Japão mostrou todo o talento e disciplina tática na partida. Com a defesa bem postada, desarmou os primeiros ataques brasileiros e foi assim o jogo todo praticamente. Miyamoto estava em um grande dia, teve uma atuação de gala ao lado de Makoto Tanaka.
O meio campo com o quarteto Fukunishi, Hide, Ogasawara e Nakamura fluía bem, apesar dos erros infantis de Ogasawara.

Yanagisawa por pouco não marca um belo gol de cabeça logo no começo do jogo (foto: reprodução da web)
Aos seis minutos, em uma jogada rápida e de muita técnica, os japoneses tabelou perfeitamente e Nakamura em um passe magistral, deixou Kaji livre e em POSIÇÃO LEGAL para marcar o primeiro gol do conflito. Mas o bandeirinha tunisiano Tasoufik Adjengu anulou o gol que seria o da eliminação brasileira, o gol que seria histórico.
Kaji, Nakata, Nakamura e Zico ficaram furiosos com o ocorrido.
O lance foi tão grotesco que até comentaristas e narradores brasileiros ficaram inconformados com tal erro.

A anulação do tento foi um balde de água fria para os Samurais, o time com o baque acabou se descuidando e Ronaldinho em uma bela jogada individual tocou para Robinho que abriu o placar para os brasileiros.
O Brasil com o gol começou a gostar mais do jogo, e foi para cima, mostrando o futebol envolvente e de muita troca de passes como é da escola.
Nakamura como em toda a copinha foi o nome do jogo. Foi eleito o melhor em campo e marcou um golaço (foto:fifa.com)
 A seleção japonesa aos 21 minutos recobrou os sentidos e voltou ao jogo.
Mas o grande problema japonês era o ataque. Tamada  estava completamente anulado e não produzia nada e Yanagisawa desperdiçando chances atrás de chances na busca do empate. O camisa 13 acertou duas vezes a trave do goleiro Marcos.
 Mas a tarde mesmo era de Nakamura, o maestro aos vinte e sete minutos, em outra jogada de gênio, viu o goleiro adiantado e marcou um golaço de cobertura.
Para delírio dos 44 mil espectadores em Colônia.

Nakamura marca golaço e mais uma vez deixa o nome gravado no torneio (foto: fifa.com)
Com o empate a partida pegou fogo, as equipes buscavam o ataque o tempo todo e não queriam saber de jogar no erro do adversário. Era lá e cá o bombardeio nas defesas.
Mas o Japão se empolgou e expôs muito a defesa, jogou muito aberto.
Foi quando Ronaldinho percebeu a falha e marcou o segundo gol brasileiro aos 35 da etapa inicial.

A forte marcação não deixava o Brasil dominar o jogo. defensivamente o Japão foi espetacular. (foto: fifa.com)
A reação brasileira parou por aí, Miyamoto e Tanaka novamente fecharam a defesa e nada mais passou.
Mas Ogsawara, Yanagisawa e Tamada estavam mal na partida, desperdiçando bons ataques e oportunidades.

Segundo tempo

No intervalo Zico tirou Ogasawara e Tamada e botou no gramado Nakata Koji e Oguro.
As mudanças de cara surtiram efeito. Oguro botou mais velocidade no ataque e Koji deu mais posse de bola à equipe. Apesar de ter melhorado, o Japão ainda desperdiçava muitas chances com Yanagisawa e quando acertava o gol, Marcos fazia milagre.
A zaga estava em um dia ótimo com poucos erros e desarmes perfeitos, o meio campo ligava bem ao ataque, mas de algum jeito bizarro, os gols não aconteciam.
Kawaguchi também estava tinindo, muito seguro e fazia defesas espetaculares.
Antes dos 30 minutos, Zico botou Suzuki em campo no lugar de Yanagisawa, mas o atacante cabeludo pouco fez.
O Japão atacava o tempo todo, mas nada de gols! (foto:fifa.com)
 Quando o relógio marcava quarenta e três minutos, Nakata é derrubado na entrada da área, quase na meia lua. Nakamura ajeita com carinho, cobra com maestria e acerta a trave  para o azar da seleção Nipônica. Mas Oguro estava na hora certa e no lugar certo, e em um voleio bonito empata a partida.

Oguro acerta um belo voleio e empata a peleja (foto:fifa.com)

No último lance do jogo, Oguro mais uma vez apareceu na área e quase virou o marcador obrigando Marcos a fazer milagre e logo após o lance o árbitro encerrou a partida.
Este com toda a certeza foi um dos melhores duelos da história do torneio.
Poderia ter sido mais bonito senão fosse o grande descuido do bandeirinha tunisiano, Tasoufik Adjengu.
Mas o Japão continuou invicto diante do Brasil, mesmo eliminado da copinha.

Apesar da eliminação o Japão saiu de cabeça erguida  lutando até o fim. (foto: fifa.com)
Ainda não acabou pessoal!
Você leitor do blog Futebol Nippon ficará pro dentro de todas as histórias e curiosidades envolvendo a seleção japonesa na competição.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Duelos históricos da Copa das Confederações - Parte 1: Japão 0x0 Brasil - 04/06/2001



O jogo entre Brasil e Japão válido pela Copa das Confederações acontecerá em menos de um mês. O Duelo ocorrerá no moderníssimo (e superfaturadíssimo, roubadíssimo) Estádio Mané Garrincha em Brasília.
Mas esta não é a primeira vez que Brasil e Japão se defrontam na competição.
Dois grandes duelos já marcaram em toda a história do torneio: O 0x0 em 2001 na cidade de Ibaraki no Japão e em Colônia na Alemanha as equipes ficaram em 2x2.

Você leitor ficará sabendo da história do primeiro confronto agora!
Aguardem pelo post da segunda partida em breve!


O Japão entrou em campo precisando apenas de um empate para terminar como líder do Grupo B (foto:fifa.com)

No dia 4 de junho de 2001 entraram em campo na cidade de Kashima Japão e Brasil.
Foi a primeira vez que Brasil e Japão duelaram em uma competição oficial da FIFA.
Antes, só haviam jogado amistosos e o Japão perdeu todos.
O palco não poderia ser mais ideal. Simplesmente o Kashima Soccer Stadium.
Gramado consagrado e que mostra toda a união entre o futebol japonês e brasileiro.
Ídolos como Zico, Bismarck, Alcindo, Jorginho, Leonardo e muitos outros já foram “da casa”.

As equipes vinham de situação semelhante para entrar em campo.
A seleção japonesa entrou “de cuca fresca” no confronto. Já classificada e com duas vitórias na bagagem (2x0 contra Camarões e 3x0 no Canadá), o técnico Troussier escalou um time misto para dar oportunidade aos atletas que ainda não haviam tido chance de atuar no torneio.
O mesmo ocorreu com a seleção brasileira, mas o técnico Emerson  Leão não quis saber de brincadeira. Botou a equipe titular para vencer e roubar a vaga de líder dos anfitriões no Grupo B. Já que na próxima fase quem ficasse em segundo colocado enfrentaria a atual campeã mundial França que terminou como líder no Grupo A.
Yasuhiro Hato voa mas não atinge o alvo. Apesar do 0x0 o jogo foi eletrizante e com várias chances de gol. (foto: fifa.com)
A seleção brasileira mostrou que realmente não veio para brincar e logo de cara deu trabalho para o goleiro Tsuzuki. O trio Leandro Amaral, Ramon e Washington infernizou a zaga japonesa que contava com o atrapalhado Uemura e Naoki Matsuda.
A seleção canarinho atacou 10 vezes na primeira etapa. Mas a muralha chamada Tsuzuki em uma noite mágica fechou o gol e não deixou nada passar.
A noite era de Hidetoshi Nakata. O meia estava inspirado e voou na partida. Foi considerado o melhor em campo.
Um pena que seus compatriotas estavam abaixo da média, talvez pela situação tranqüila da equipe.
Nenhum dos japoneses acompanhou o ritmo de Hide e desperdiçaram todas as chances e jogadas que ele criou. Tanto que Nakata saiu visivelmente irritado de campo no intervalo.
 
Hidetoshi Nakata foi eleito o melhor em campo. Uma pena toda a equipe não ter acompanhado seu ritmo. (foto: fifa.com)
Na etapa final o Brasil continuou na pressão, mas a falta de pontaria de Washington e Leandro Amaral contribuiu para o duelo ficar mesmo no 0x0.
As entradas de Morishima e Nakayama melhoraram o nível técnico do Japão. Mas não foi o suficiente para alterar o placar.
O segundo tempo foi muito menos movimentado e mais chato do que o primeiro. O Japão estava visivelmente contente com o resultado e pouco produzia. Já o Brasil o que atrapalhou foi mesmo o pé torto.
No soar dos sinos da meia-noite  Hattori tentou surpreender Dida por cobertura, mas o goleiro se esticou todo e não deixou a bola entrar.
 Apesar do confronto valer muito e ter sido pegado, o clima era de muita união. Zé Maria e Hide são velhos conhecidos e muito amigos. Foram companheiros de equipe no Perugia. (foto: reprodução da internet)
No fim das contas o resultado foi muito mais lucrativo ao Japão. Além de ter empatado pela primeira vez diante do Brasil, com o resultado a equipe enfrentaria a Austrália na semifinal e posteriormente perderia a grande final contra os franceses.
Já os brasileiros perderam na semifinal e não só o país deu adeus como também o treinador Emerson Leão, dando o cargo para Luís Felipe Scolari posteriormente.
A seleção japonesa foi a menos vazada da competição. Tomou apenas um gol. Justamente o da derrota na grande final. Apesar da derrota, foi eleita com campeã simbólico, desenvolveu um alto nível de jogo e mostrou ao mundo que já não era mais a seleção fraca e saco de pancadas de antigamente.