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quinta-feira, 13 de junho de 2013

A primeira vez é inesquecível



 No dia 23 de julho de 1989, quase 24 anos atrás, Japão e Brasil se enfrentaram pela primeira vez na história do futebol.
O palco foi São Januário, na Capital carioca.
A seleção japonesa já havia jogado um amistoso diante do Palmeiras e perdido em São Paulo por 1x0.
Após o jogo diante da seleção, foram ao Sul do país e também perderam de 1x0 para o Coritiba de King Kazu (que na época não era da seleção sabe-se lá o motivo) e empataram em 1x1 com o Joinville.

Satoshi Tsunami era a principal ausência no Japão (foto:acervo pessoal)
Previsão
  Era a primeira vez que o Japão vinha ao Brasil. A previsão do placar era de que seria um massacre. Afinal, o técnico brasileiro Sebastião Lazaroni havia montado um time muito bom e competitivo. Contava com ótimos nomes, principalmente na parte ofensiva com Renato Gaúcho, Bebeto, Romário, Careca e Bismarck.

O Japão vinha de um tremendo fracasso na Copa da Ásia de 1988 e também já estava praticamente de fora das eliminatórias asiáticas da Copa do Mundo de 1990.
O treinador Kenzo Yokoyama, visando o futuro dos japoneses e a Copa da Ásia de 1992, escalou jogadores promissores como o zagueiro Masami Ihara,Kenta Hasegawa e Takumi Horiike.
Posteriormente os três virariam lendas da J.League.
Os olhos estavam voltados também ao zagueiro Tomoyuki Kajino, que na época estagiava no Flamengo.
O grande desfalque ficou por Satoshi Tsunami que se contundiu atuando pela JFL.
A seleção estava pronta para encarar os brasileiros pela primeira vez (foto:acervo pessoal)
O Jogo
 A Partida em si foi pouco movimentada e chata. Melhor para os japoneses que esperavam ser massacrados, mas conseguiram equilibrar o jogo e não serem muito atacados.
Ihara desde aquela época já mostrava que seria o grande xerife da seleção. Foi seguro o jogo todo e conteve o ataque brasileiro.
O Japão funcionou bem na defesa e no meio. O que não ajudava era mesmo o ataque (como sempre). Os japoneses simplesmente não atacavam e não chegavam ao gol.
Os brasileiros de tanto insistir chegaram ao gol com Bismarck aos 29 da etapa final.
Ele que mais tarde viraria um grande ídolo e escreveria o nome no Hall da Fama da J-League.

Os japoneses se saíram melhor do que esperavam e perderam apenas por 1x0 (foto:acervo pessoal)
Apesar dos resultados negativos, o Japão só ganhou com o tour ao Brasil. Os jogadores amadureceram e voltaram mais experientes.
Era apenas o começo da história entre Brasil e Japão.

Da seleção brasileira que entrou em campo em 1989 , Bebeto, Bismarck, Silas, Dunga, Mazinho e Careca jogaram a J-League nos anos 90.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Duelos históricos da Copa das Confederações - Parte 3: Japão 1x2 México - 16/06/2005


Olá, querido leitor! Encerramos aqui com o terceiro e último capítulo, os duelos históricos do Japão Na Copa das Confederações. 
Este será o último post pelo motivo de o Japão jamais ter enfrentado a Itália no torneio.
Lembrando que contamos aqui  os desafios dos samurais diante das equipes que enfrentará este ano aqui no Brasil (Itália, México e Brasil).

No post de agora, você leitor ficará por dentro de como foi o duelo diante do México na abertura do Grupo B no ano de 2005.
Não fique triste com o término do capítulo. Teremos muitas atrações ainda aqui pelo blog!
Aproveitem o post e divirtam-se na leitura!
Agora faltam apenas 15 dias para o início da copinha! Ganbatte Nippon!

Inexplicavelmente, o Japão mesmo com um time talentoso e com ótimos jogadores ofensivos, entrou em campo todo retrancado e recuado. Foi uma "grande ideia" do Zico.
Em pé: Fukunishi,Yanagisawa, Alex, Chano, Nakamura e Kawaguchi.
Agachados: Tanaka,Nakata, Ogasawara,Kaji e Miyamoto (foto:yahoo.jp)

No dia 16 de junho de 2005, Japão e México entraram em Campo na cidade de Hannover – Alemanha no jogo de abertura do Grupo B da Copa das Confederações.

Coincidentemente as equipes jamais haviam se enfrentado na história da competição e já estavam com as vagas na Copa do Mundo garantidas.

O Japão entrou em campo com um esquema medroso e retrancado, coisa que nunca deu certo na equipe, até agora ninguém sabe o que se passava na cabeça de Zico quando ele entrava com este esquema, já que era derrota na certa.
O treinador escalou um patético  3-6-1 com Kawaguchi no gol, Miyamoto, Tanaka Makoto e Chano na defesa. Fukunishi, Nakata, Ogasawara, Nakamura no miolo, Kaji e Alex Santos nas alas e Yanagisawa na frente como atacante.
Já o México entrou no manjado 4-4-2 com Borghetti e Fonseca na frente. Dupla que ao lado do meio Zinha infernizaram a defesa japonesa.

O jogo

Os mexicanos mais soltos e ofensivos começaram melhor. Obviamente.
Logo no primeiro minuto, Zinha e Torrado fizeram uma jogada rápida e botaram Fonseca na cara do gol que desperdiçou uma chance clara de gol,  para alívio de Miyamoto que foi à loucura com a displicência do companheiro Chano que comeu grama na jogada.
Os mexicanos continuavam a pressionar, mas as jogadas não davam certo. Sempre na hora H erravam os passes ou Miyamoto dava um jeito de cortar a bola.

Nakata foi o grande nome do Japão no duelo. (foto:afp)
Quando os mexicanos dominavam o jogo, a equipe relaxou e se descuidou bonito.
Ogasawara domina a bola no círculo central e lança Kaji  que achou Yanagisawa na área. O atacante de primeira dá um toque mortal e a bola ainda belisca o poste direito antes de entrar. Japão 1x0 aos doze minutos da etapa inicial.
Logo em seguida Kawaguchi faz uma defesa espetacular. Borghetti a queima-roupa cabeceia com força e o goleiro japonês não deixa a bola entrar. Foi a defesa mais linda de toda a partida.
Aos 35 minutos, Yanagisawa entra na área e tromba com Rafa Marquez. O juiz viu como lance normal e não apitou a penalidade. Lance que gera dúvidas até hoje na imprensa mundial.

Yana comemora o tento (foto: yahoo.jp)
No fim do primeiro tempo, Carmona carrega a bola pelo meio e toca para Zinha. O camisa sete chuta de fora dá área e acorda a coruja. Marca um golaço no ângulo sem chances de defesa para Kawaguchi. Falha na cobertura de Chano.
O empate foi justo para as equipes pelo que produziram no primeiro tempo. Embora o Japão estivesse muito retraído e jogando apenas no erro do adversário.

Segundo tempo

A etapa final começou muito truncada e ambas as equipes pouco produziram antes dos 10 minutos de jogo.
Mais uma vez Chano falha e aos onze minutos Borghetti livre cabeceia na área e acerta a trave direita. Foi por pouco.

O segundo tempo foi muito pegado e truncado. Poucas chances de gol e muitas faltas. (foto:fifa.com)
Inexplicavelmente Nakamura estava mal e foi substituído por Inamoto.
A alteração deu resultado e o loirinho em um chute venenoso quase marca aos 15 minutos.
A equipe melhorou ainda mais com a saída de Ogasawara para a entrada de Oguro. O time ficou mais veloz e menos retraído. Mas o gol não saía.

Os mexicanos viram que o Japão ia mal em todas as jogadas aéreas e abusavam da tática.
Eis que o velho ditado funcionou em campo (água mole em pedra dura...), Aos 18 minutos Fonseca de cabeça vira o jogo para os Mexicanos e novamente Chano falha na cobertura defensiva.
Borghetti cinco minutos depois marcou o terceiro gol, mas o impedimento foi bem assinalado.

Fonseca vence Chano novamente e marca o gol da vitória mexicana (foto: fifa.com)
Perto do fim, Zico finalmente tira Chano e coloca Keiji Tamada tardiamente.
Yanagisawa e Tamada tiveram chances claríssimas de igualar o marcador.
Porém, pegaram mal na bola e o jogo acabou mesmo em 2x1.

Zico novamente perdeu a partida por inventar demais e comprometeu todo o time.
Bem no fim o México mereceu a vitória por ser mais ofensivo e por ser menos medroso.
Os elencos se equivaliam e fizeram uma boa partida.

É isso aí caro leitor! Não perca o próximo post e fique por dentro de tudo sobre o Japão na Copa das Confederações!
 

terça-feira, 21 de maio de 2013

Duelos históricos da Copa das Confederações - Parte 1: Japão 0x0 Brasil - 04/06/2001



O jogo entre Brasil e Japão válido pela Copa das Confederações acontecerá em menos de um mês. O Duelo ocorrerá no moderníssimo (e superfaturadíssimo, roubadíssimo) Estádio Mané Garrincha em Brasília.
Mas esta não é a primeira vez que Brasil e Japão se defrontam na competição.
Dois grandes duelos já marcaram em toda a história do torneio: O 0x0 em 2001 na cidade de Ibaraki no Japão e em Colônia na Alemanha as equipes ficaram em 2x2.

Você leitor ficará sabendo da história do primeiro confronto agora!
Aguardem pelo post da segunda partida em breve!


O Japão entrou em campo precisando apenas de um empate para terminar como líder do Grupo B (foto:fifa.com)

No dia 4 de junho de 2001 entraram em campo na cidade de Kashima Japão e Brasil.
Foi a primeira vez que Brasil e Japão duelaram em uma competição oficial da FIFA.
Antes, só haviam jogado amistosos e o Japão perdeu todos.
O palco não poderia ser mais ideal. Simplesmente o Kashima Soccer Stadium.
Gramado consagrado e que mostra toda a união entre o futebol japonês e brasileiro.
Ídolos como Zico, Bismarck, Alcindo, Jorginho, Leonardo e muitos outros já foram “da casa”.

As equipes vinham de situação semelhante para entrar em campo.
A seleção japonesa entrou “de cuca fresca” no confronto. Já classificada e com duas vitórias na bagagem (2x0 contra Camarões e 3x0 no Canadá), o técnico Troussier escalou um time misto para dar oportunidade aos atletas que ainda não haviam tido chance de atuar no torneio.
O mesmo ocorreu com a seleção brasileira, mas o técnico Emerson  Leão não quis saber de brincadeira. Botou a equipe titular para vencer e roubar a vaga de líder dos anfitriões no Grupo B. Já que na próxima fase quem ficasse em segundo colocado enfrentaria a atual campeã mundial França que terminou como líder no Grupo A.
Yasuhiro Hato voa mas não atinge o alvo. Apesar do 0x0 o jogo foi eletrizante e com várias chances de gol. (foto: fifa.com)
A seleção brasileira mostrou que realmente não veio para brincar e logo de cara deu trabalho para o goleiro Tsuzuki. O trio Leandro Amaral, Ramon e Washington infernizou a zaga japonesa que contava com o atrapalhado Uemura e Naoki Matsuda.
A seleção canarinho atacou 10 vezes na primeira etapa. Mas a muralha chamada Tsuzuki em uma noite mágica fechou o gol e não deixou nada passar.
A noite era de Hidetoshi Nakata. O meia estava inspirado e voou na partida. Foi considerado o melhor em campo.
Um pena que seus compatriotas estavam abaixo da média, talvez pela situação tranqüila da equipe.
Nenhum dos japoneses acompanhou o ritmo de Hide e desperdiçaram todas as chances e jogadas que ele criou. Tanto que Nakata saiu visivelmente irritado de campo no intervalo.
 
Hidetoshi Nakata foi eleito o melhor em campo. Uma pena toda a equipe não ter acompanhado seu ritmo. (foto: fifa.com)
Na etapa final o Brasil continuou na pressão, mas a falta de pontaria de Washington e Leandro Amaral contribuiu para o duelo ficar mesmo no 0x0.
As entradas de Morishima e Nakayama melhoraram o nível técnico do Japão. Mas não foi o suficiente para alterar o placar.
O segundo tempo foi muito menos movimentado e mais chato do que o primeiro. O Japão estava visivelmente contente com o resultado e pouco produzia. Já o Brasil o que atrapalhou foi mesmo o pé torto.
No soar dos sinos da meia-noite  Hattori tentou surpreender Dida por cobertura, mas o goleiro se esticou todo e não deixou a bola entrar.
 Apesar do confronto valer muito e ter sido pegado, o clima era de muita união. Zé Maria e Hide são velhos conhecidos e muito amigos. Foram companheiros de equipe no Perugia. (foto: reprodução da internet)
No fim das contas o resultado foi muito mais lucrativo ao Japão. Além de ter empatado pela primeira vez diante do Brasil, com o resultado a equipe enfrentaria a Austrália na semifinal e posteriormente perderia a grande final contra os franceses.
Já os brasileiros perderam na semifinal e não só o país deu adeus como também o treinador Emerson Leão, dando o cargo para Luís Felipe Scolari posteriormente.
A seleção japonesa foi a menos vazada da competição. Tomou apenas um gol. Justamente o da derrota na grande final. Apesar da derrota, foi eleita com campeã simbólico, desenvolveu um alto nível de jogo e mostrou ao mundo que já não era mais a seleção fraca e saco de pancadas de antigamente. 

sexta-feira, 10 de maio de 2013

O guia das confederações



A Copa das Confederações já está quase aí! Em pouco mais de um mês o torneio chegará ao Brasil e agitará o país.
O Japão não está fora dessa. Confira aqui o guia completo da seleção japonesa em toda a história do torneio e saiba aqui também as curiosidades mais legais e interessantes da equipe do sol nascente.

Lembrando que o Japão está no Grupo A ao lado de Brasil, México e Itália.
A equipe jogará em Brasília, Recife e Belo Horizonte.

Se você leitor souber de mais alguma curiosidade ou achou que faltou algo. Colabore com a nossa equipe.
Juntos montamos uma grande equipe.

Em 2001 mesmo sem Hide Nakata a seleção bateu de frente contra a França na final inédita. Mas por culpa de muitos erros individuais e descuidos da defesa, o Japão acabou perdendo a finalíssima (foto: fifa.com)
O Japão já participou de cinco edições (contando a atual):
1995,2001,2003,2005 e 2013

A seleção japonesa em toda a história da competição teve seis capitães diferentes (contando Hasebe como o atual).
1995: Ihara, 2001: Hattori, Hide e Kawaguchi, 2003: Nakata, 2005: Miyamoto e 2013: Hasebe
O Curioso foi no ano de 2001 em que a seleção teve três capitães diferentes no decorrer da competição.

O primeiro gol marcado pelos japoneses na competição veio dos pés de  King Kazuyoshi Miura em 1995 na goleada sofrida por 5x1 diante da Argentina.
O último foi anotado por Masashi Oguro no empate de 2x2 diante do Brasil em 2005.

O primeiro jogador japonês a levar cartão amarelo em uma Copa das Confederações foi Satoshi Tsunami. O zagueiro foi punido logo no primeiro minuto do primeiro jogo após discutir com o nigeriano Amuneke.

Mais uma vez Nakamura foi o grande nome do Japão na Copinha. Em 2005 foi o melhor jogador na vitória diante da Grécia (foto) e arrebentou também contra o Brasil. (foto: fifa.com)
Satoshi Tsunami foi o primeiro também a ser suspenso da competição. No segundo jogo ele tomou outro cartão amarelo e cumpriria a automática caso o Japão passasse de fase.

Em toda a história da competição, a seleção japonesa anotou 15 gols. O mesmo número de tentos sofridos.

A seleção japonesa venceu ao total cinco jogos, perdeu seis e empatou dois na Copa das Confederações.

Em 2001, o Japão tomou apenas um gol em todo o torneio. Justamente na final em que acabou perdendo para a França. A equipe estava invicta até então

Japão e Brasil já se enfrentaram em duas ocasiões. Nas duas oportunidades houve dois empates. Será que teremos um vencedor em 2013? (foto: Tomikoshi)
Em toda a história do torneio, o adversário que o Japão mais enfrentou é justamente a seleção brasileira. As equipes se defrontaram duas vezes. Na primeira, um empate em 0x0 no ano de 2001. Na segunda vez, outra igualdade: 2x2 foi o placar final.

Já contra o México a seleção jogou apenas uma vez. Yanagisawa chegou abrir o placar, mas os mexicanos acabaram virando na etapa final e venceram por 2x1.

O Japão nunca enfrentou a Itália na Copa das Confederações.

O Japão avançou de fase apenas uma vez em quatro oportunidades. Na ocasião (em 2001), a equipe chegou até a final e acabou perdendo para a França.

Senão fosse por um erro infantil do auxiliar Taoufik Adjengui da Tunísia, o Japão teria vencido a seleção brasileira por 3x2 e teria conseguido avançar à próxima fase do torneio.
O mundo inteiro viu a posição legal do lateral direito Akira Kaji na hora do gol, menos Taoufik, que de certo estava em outro mundo ou comendo paçoca na hora do lance.
O erro beneficiou em muito o Brasil que acabou sendo o campeão da Copinha.

King Kazu foi o primeiro japonês a marcar gol na Copa das Confederações  em 1995 (foto: repodução da internet)
A maior goleada anotada pelo Japão aconteceu em 2003 diante da Nova Zelândia: 3x0 com dois gols de Nakamura e um de Nakata.

Já a maior goleada sofrida foi em 1995 quando em um show de Batistuta, os japoneses foram massacrados por 5x1 diante da Argentina.

O maior artilheiro japonês na Copa das Confederações é Shunsuke Nakamura com 4 gols. Três marcados em 2003 e um em 2005.

O goleiro menos vazado de toda a história foi Yoshikatsu Kawaguchi. No ano de 2001 ele tomou apenas um gol. Em compensação foi O gol, o maior frango em uma falha grotesca e inexplicável.
Lembrando que Ryota Tsuzuki também jogou uma vez em 2001. Mas o jogo contra o Brasil terminou em 0x0.

Alex Santos foi o jogador que mais tomou cartões amarelos. O lateral esquerdo levou dois em 2003 e mais um em 2005.

O grande nome da seleção no torneio em 2003 foi Nakamura. O meia foi destaque nas três partidas do Japão em solo francês. Inclusive marcando golaços. (foto: jfa.or.jp)
Somente no ano de 1995 a seleção japonesa era composta apenas por atletas que atuavam no Japão. Nas outras datas, o futebol japonês já tinha evoluído bastante e vários atletas já atuavam no futebol europeu.

Por duas vezes seguidas Shunsuke Nakamura ficou com prêmio de gol mais bonito da competição. Em 2003 após marcar um golaço de falta contra a França e em 2005 quando marcou um golaço de fora da área contra o Brasil.

Quem mais atuou com a camisa do Japão no torneio foi a lenda Hidetoshi Nakata.
O meia esteve em campo 10 vezes. Quatro em 2001, três em 2003 e mais três em 2005.
 O grande azar de Hide foi que em 2001 ele se machucou na semifinal contra a Austrália e ficou de fora do último e decisivo jogo.

Nunca o Japão jogou a prorrogação ou pênaltis no torneio.

Nunca o Japão venceu uma equipe da América do Sul. Ganhou  de esquadras da Europa, África, Oceania e América do Norte.

O Japão já enfrentou seleções de todas as confederações. Exceto a Ásia.
Poderia ter enfrentado A Coréia do Sul que era co-sede em 2001. Mas os sul-coreanos decepcionaram e foram eliminados ainda na primeira fase.

Japão e México já se enfrentaram no Torneio em 2005. Os muchachos acabaram vencendo de virada por 2x1. (foto: AFP)
Apenas um técnico japonês treinou a seleção no torneio.
O esquentadinho Shu Kamo em 1995.
Nas outras ocasiões, o francês Troussier treinou a equipe em 2001 e Zico comandou o Japão em 2003 e 2005.

Zico foi o treinador que mais figurou na equipe. Treinou o time em 2003 e 2005.
Coincidentemente em nenhuma das ocasiões a equipe passou da fase de frupos.

A ironia falou mais alto em 2001. Com um time mais fraco e de muitos testes. O Japão conseguiu chegar até a final e ser vice. Já em 1995, 2003 e 2005 com o time completo e principal, sequer passou de fase.

Esta será a primeira vez em que a seleção japonesa principal jogará em solo brasileiro.

O jogador mais velho a atuar pela seleção japonesa foi o meia Ruy Ramos. O camisa 10 jogou em 1995 com 38 anos.

O mais novo a jogar foi o atacante Yoshito Okubo em 2003 com 21 anos.

Nakamura marca um golaço e mais uma vez escreve o nome na história do futebol mundial. O gol foi eleito o mais bonito da Copinha em 2005. (foto: fifa.com)
Apesar de não figurar entre as principais seleções mundiais, o Japão tem uma das maiores médias de público da história da competição - 16 mil espectadores por partida.

Da equipe atual, apenas Yasuhito Endo já disputou jogos nas Confederações.
Endo jogou em 2003 e no ano de 2005 ficou apenas no banco de reservas.

Hide Nakata, Koji Nakata, Kawaguchi, Inamoto e Narazaki foram os jogadores mais convocados para a competição. Os atletas foram chamados três vezes (2001,2003 e 2005).

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Especial 10 anos: Japão faz história

No dia 14 de junho, o Japão entra em campo diante da Tunísia para fazer o último e decisivo jogo do grupo H.
A seleção japonesa estava invicta e muito mais tranquila de que o adversário, até mesmo uma derrota classificava a equipe à segunda fase.
Já a Tunísia, precisava desesperadamente vencer para manter o sonho da classificação.
Jogadores fazem a festa após uma primeira fase impecável (foto by Tomikoshi)

Troussier escalou um time bem ofensivo para o duelo, com Suzuki e Yanagisawa no ataque, Ono e Nakata  pelas alas.
Myojin e Inamoto de médios centrais com Kazuyuki Toda como um porteiro por assim dizer da defesa japonesa, uma espécia de  meia bem recuado, literalmente para acabar com a palhaçada (e foi o que ele fez, foi a melhor partida do Ultraman no mundial, muito mais do que contra a Rússia).
A zaga foi a mesma, o trio Nakata Kouji, Miyamoto e Matsuda.

Os tunisianos vieram de forma mais cautelosa, apenas o craque Ziad Jaziri como homem de frente municiado por Ben Schour, Ghodhbane e Bouazizi.
A estrela do time Trabelsi comandava o sistema defensivo.
Hide mais uma vez fez a diferença, marcou um belo gol e foi o nome da partida. O coração da equipe foi o responsável por quase todas as jogadas da seleção no duelo. Um gênio. (foto by gettyimages/afp)

Como de costume, nada de gols na etapa inicial, no mundial todo o Japão deixou o melhor para o segundo tempo. Não por falta de competência, mas caprichosamente sempre um detalhe acabava atrapalhando.
Este é um fato muito curioso mesmo, em toda a primeira fase o Japão não fez ou não tomou gols.

Vendo que o esquema não surtia efeito, Troussier botou Ichikawa e Morishima no jogo e sacou  Yanagisawa e Inamoto que estavam mal e não produziram nada.
Em compensação, logo de cara o Japão marcou um gol no segundo tempo. Eram dois minutos jogados quando Nakata carregou a bola pelo lado direito e viu Suzuki na área, o zagueiro corta de um jeito medonho e a bola sobra para Hiroaki Morishima fuzilar para o gol.
Com o resultado, além de encerrar de forma invicta a primeira fase, o Japão terminaria na liderança do grupo, algo que nem mesmo os japoneses imaginaram antes da competição.
Morsishima foi fundamental na vitória, além de marcar um gol, criou boas jogadas e fez uma boa dupla com Hide no meio campo (acervo pessoal)

Só após ter tomada o gol, a Tunísia resolveu ir para cima e jogar bola, antes disso o time fez um primeiro tempo de dormir e começou a etapa final da mesma forma.
Eis que surge "o cara", em cada investida de Trabelsi, Ben Achour e Jaziri, Kazuyuki Toda crescia e desarmava todos os lances.
Toda jogou demais, foi o grande responsável por neutralizar o ataque da Tunísia, foi um xerifão e impecável na partida. Os jogadores tunisianos até reclamavam dele, mas Toda com toda sua "delicadeza" botava moral e intimava seus adversários. Dá-lhe Ultraman!
Toda encarando Trabelsi e acabando com a palhaçada! (acervo pessoal)

Aos 30 minutos, Daisuke Ichikawa que entrou na etapa final faz uma bela jogada mais uma vez pelo lado direito cruza e Hide Nakata manda para o gol com um forte cabeceio. A festa estava completa!
Pela pirimeira vez o Japão avança de fase em uma Copa do Mundo e ganha com dois gols de diferença uma partida. O melhor de tudo, como campeão do grupo. Campanha impecável.

Após o apito final, a alegria que começou no campo se espalha por todo o país, numa festa jamais vista pelo futebol, um dos momentos mais lindos que o esporte proporcionou no país.
A seleção em menos de 10 anos de muito investimento e treinamento já havia disputado duas copas e acabara de ir às oitavas de final.
O Japão chegou lá! E chegou jogando muita bola! Não como certos países que no apito e na falcatrua "bateu records e venceu" as partidas.
A muralha azul gritou do início ao fim, os guerreiros nas arquibancadas fizeram toda a diferença (acervo pessoal)

Pena mesmo  a festa ter durado apenas 4 dias, no dia 18 de Junho o Japão foi derrotado pela Turquia e deu adeus para o Mundial, mas de cabeça erguida! Mostrou para o mundo que tem time para dar medo e qualquer um e que pode bater de frente com todos! Aliás, o passar dos anos deu a resposta.
Em 2006 o resultado não foi bom, mas 2010 o mundo voltou a temer os japoneses.
Obrigado por 2002 Japão!
Fica aqui a homenagem ao grande Naoki Matsuda. Eterno em nossos corações.
Ele fez muita diferença no mundial, foi um verdadeiro guerreiro.Obrigado por tudo Matsuda san!
Lendas nunca morrem, com toda a certeza você e seus espírito de vencedor nos da inspirarão na vida, principalmente nos momentos mais difíceis, sabemos que você estará lá nos ajudando, grande Matsuda!

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Especial 10 anos: A primeira vez é inesquecível

No dia 9 de junho de 2002, Japão e Rússia protagonizaram mais um grande jogo na Copa do Mundo.
Protagonizaram no plural mesmo, pelo motivo de ambos terem feito uma grande partida, um duelo de gente grande.

Onze  samurais apoiados por 70 mil guerreiros no estádio de Yokohama (acervo pessoal)

A Rússia apesar do esquema cauteloso com apenas um atacante, estava muito bem municiada no meio-campo com os experientes Karpin, Smertin e Tytov, e com o jovem talentoso Izmailov. .Um meio-campo de dar medo em qualquer equipe. Além de contar com a empolgação da vitória sobre a Tunísia pelo placar de 2x0 na primeira rodada.
Porém, o Japão tinha armas para bater de frente com o paredão russo:
Inamoto, Nakata, Ono e Toda estavam preparados para o duelo em Yokohama.
Kazuyuki Toda, único meia defensivo do Japão na partida teve atuação memorável e segurou os russos com muita raça, disposição e entrega total. Um verdadeiro samurai dentro de campo (acervo pessoal)

As equipes vinham embaladas e com gana de vencer, o Japão queria fazer bonito em casa e também buscava a primeira vitória no mundial, já os europeus, mais um triunfo que praticamente os daria a classificação (a vitória garantiria pelo menos o segundo lugar da chave).

O primeiro tempo como de costume, foi muito bem estudado pelas equipes, com poucos arremates e tentativas ofensivas.
Matsuda, Koji Nakata  e Miyamoto, que entrou no lugar de Morioka, lesionado, compunham a defesa do Japão que foi impecável na primeira etapa.
O ataque bateu um pouco de cabeça com a dupla Yanagisawa e Suzuki.
Outra surpresa foi a entrada de Myojin no meio-campo, que fez um grande jogo.


Mas ao contrário da primeira, a etapa final foi eletrizante desde o início,  e o Japão impôs velocidade e começou a pressionar os russos, tática quase que instantaneamente deu resultado.
Toda (Ultraman haha) rolou a bola para Ono(sempre ele) na ala esquerda, que achou Yanagisawa na área, e o atacante, num passe magistral de primeira, quebrou todo o cinturão defensivo da Rússia e deixou Inamoto sozinho com o goleiro para marcar seu segundo gol no Mundial e o da vitória do Japão.
A festa foi enorme, o estádio de Yokohama tremeu.
Inamoto foi o grande nome japonês do Mundial de 2002 e artilheiro da equipe com dois gols (acervo pessoal)

Após o gol, tudo indicava que o Japão se retrairia e seguraria a vantagem, coisa que não aconteceu.
Os Samurais continuaram indo para cima, mas os russos não facilitaram e bloqueavam quase todas as tentativas ofensivas dos japoneses.
O técnico Troussier, vendo isso, tirou Suzuki, que estava muito cansado e colocou a lenda do futebol japonês, Gon Nakayama, aos 27 minutos do 2º tempo.
O veteraníssimo avançado foi o único atleta a marcar um gol na primeira Copa disputada pelo Japão (1998) e mais uma vez teria a chance de escrever seu nome na história.
Infelizmente, para Gon, isso não aconteceu.
Festa dos japoneses, jogaram muito bem e fizeram por merecer (Foto: Tomikoshi)

A partida acabou 1x0 e o Japão mais uma vez realizou um grande feito, conquistando a primeira vitória em uma Copa do Mundo, melhor ainda, em casa diante de 70 mil pessoas que vibraram freneticamente com a vitória.
Melhor ainda, como Tunísia e Bélgica empataram, o Japão dormiu como o grande líder do Grupo H.
A noite foi perfeita para os japoneses.


Japão líder do grupo,quem imaginou isso antes da Copa começar? (acervo pessoal)

O duelo contra a Tunísia na última rodada definiria de vez quem escaparia  do temido Brasil, líder do grupo C e já garantido como primeiro de seu grupo.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Especial 10 anos: Japão 2x2 Bélgica

Caros amigos, como o tempo voa!
Nem parece que se passaram dez anos do primeiro ponto conquistado pelo Japão em Copas do Mundo.
O empate em 2x2 (poderia até ter sido uma vitória, mas o cruel destino caprichou nessa) foi emocionante do começo ao fim.

Seleção enfileirada diante da muralha japonesa (acervo pessoal)

O Japão tinha o peso do mundo nas costas na estreia, afinal, era o país sede e uma derrota logo de cara poderia prejudicar e muito o planejamento para o Mundial.
Troussier, pensando nisso, resolveu iniciar o jogo com uma escalação mais defensiva, com Morioka, Matsuda e Koji Nakata bem centralizados na defesa e com Inamoto e Toda de volantes.

Pensando em contra-ataques velozes, o francês escalou Ichikawa e Ono pelas alas, deixando Nakata centralizado para criar as jogadas de ataque e municiar Suzuki e Yanagisawa que eram os homens de frente.
A Bélgica também pensando em não perder, escalou um 4-5-1 fechadíssimo e também com a estratégia de jogar no erro do adversário.
O resultado disso foi um 0x0 muito truncado e até um pouco chato no primeiro tempo. Era visível o nervosismo  e o medo das equipes.


Veio o segundo tempo e os dois times mudaram completamente suas atitudes na partida.
Aos 10 minutos, em um apagão da defesa japonesa, o meia belga, capitão  e craque da seleção, Wilmots, em uma bicicleta estilosa botou os europeus na frente.
Mas a vantagem não durou muito: dois minutos depois, Ono em um lançamento preciso de trás da linha do meio campo botou Suzuki na cara do gol, e o atacante, de biquinho, empatou a partida para delírio dos 55 mil japoneses presentes no Saitama Stadium.
Suzuki comemora o empate japonês, era só o começo da alegria (Foto: Fifa.com)

 Com  o empate, Troussier resolveu explorar mais os contra-ataques: tirou Suzuki e colocou o meia ofensivo Hiroaki Morishima, para rodar mais a bola e dar velocidade no meio campo, e tirou Ono e botou Alex Santos.
O resultado foi imediato, Inamoto rouba a bola da defesa, toca para e Yanagisawa e ele volta para Inamoto, que faz fila  e chuta com força para a virada japonesa.
O delírio foi total, o estádio tremia de alegria e vibração!
Yanagisawa delira e corre para a galera em uma das comemorações mais épicas de todas as Copas (acervo pessoal)

O Japão depois do gol começou a abusar de chances perdidas e toque errados, e como diz aquele velho ditado: "Quem não faz, toma!"
Foi o que aconteceu, aos 30 minutos, Wilmots com toda sua genialidade, mandou um lançamento espetacular enganando todo o sistema defensivo japonês, e van Der Heyden sem dificuldade alguma, igualou o marcador.

O Japão poderia ter saído vencedor, merecia a vitória, mas o primeiro ponto marcado pela seleção em Copas do Mundo foi um momento mágico e inesquecível para a história do futebol no país.
Sem contar a bravura dos belgas, que deram combate aos japoneses e fizeram o espetáculo muito mais bonito com um jogo de entrega e dedicação.
Com toda a certeza foi UM GRANDE DUELO DO FUTEBOL MUNDIAL.

Camisa matchworn utilizada na partida (coleção pessoal)


segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Craques do Passado: Masami Ihara - Capitão por toda a vida

井原 正巳 - MASAMI IHARA




Masami Ihara é sem sombra de dúvidas, o maior zagueiro que o Japão já teve. Foi o primeiro capitão dos Samurais Blues em Copas do Mundo e é o jogador que mais vezes foi convocado para vestir o Hinomaru. É uma lenda a ser lembrada para sempre!




Ihara é um dos jogadores mais importantes da história do Japão ( Foto: IFFHS)


O começo de tudo e o título da J-League

Ihara nasceu em Kazuno, província de Akita, no dia 18 de Setembro de 1967. Aos 19 anos, entrou na Universidade de Tsukuba, onde atuando pela equipe local, conseguiu uma vaga no time B do Japão que disputou a Copa da Ásia em 1988.

Em 1990, Ihara deixou a Universidade e assinou com o Nissan Motors (atual e tradicional Yokohama F-Marinos) da JSL (Japan Soccer League, a atual J-League). Na época do amadorismo, ganhou a Copa da Liga (JSL Cup) em 1990, as Emperor's Cup de 1991 e 1992, e a cobiçada Liga dos Campeões da Ásia (Asian Champions League) na temporada 91/92 e na temporada 92/93. Com o futebol virando profisional no Japão, o Nissan Motors virou Yokohama Marinos (o "F" viria só em 1999, após a falência do rival Yokohama Flügels, quando parte do extinto time, se juntou ao Marinos) e na primeira temporada da J-League, o Marinos terminou num razoável 4º lugar, atrás do campeão Verdy Kawasaki (hoje Verdy Tokyo), Kashima Antlers e Shimizu S-Pulse, contudo, Ihara fez parte do J-League '93 Best Eleven, que é a escolha dos 11 melhores jogadores da temporada.

O auge viria no ano de 1995, onde o Mister Marinos como é chamado pelos fãs, foi peça-chave do "Tricolore" campeão da J-League, comandado pelo técnico Hiroshi Hayano, num time que ainda contava com Satoru Noda, Ramom Medina Bello, David Bisconti, Masaharu Suzuki, Takahiro Yamada, Ramon Diaz e um jovem goleiro que viria a ser a revelação da J-League naquele ano, um tal de Yoshikatsu Kawaguchi. Ainda em 1995, Ihara ganhou o prêmio de Jogador Asiático do Ano.

Ihara e companheiros comemoram o título da J-League em 1995. (Foto: J-League Photos)

Vacas magras


Ihara não conseguiu grandes proezas após o caneco em 95. O Marinos fez campanhas razoáveis na J-League e discretas na Emperor. Em 1997, na Asian Champions League, o Marinos caiu nas Quartas de Final, que era uma espécie de grupo. Em 1999, Ihara aposentara da seleção após a Copa América. E também era a hora de dizer adeus ao time que o consagrou para o futebol. Após a temporada de 1999, o Mr. Marinos como é lembrado pelos torcedores até hoje, deixava o Tricolore para vestir as cores da Celeste de Shizuoka, o Jubilo Iwata.


Tempos de Celeste

Ihara no All Japan Penalty Kick Championship em 2000, uma espécie de Gol Show (Foto: Diego Dantas/Futebol Plus-Futebol Nippon)

Ihara chegou ao Jubilo em 2000 já aos 33 anos, num time que tinha estrelas como Masashi Nakayama, Toshiya Fujita, Hiroshi Nanami e Fukunishi. Naquele ano, o Jubilo apenas conseguiu um vice campeonato na Liga dos Campeões da Ásia e o título da Xerox Super Cup. No ano seguinte, Ihara trocou mais uma vez de time, assinando com o Urawa Red Diamonds.


Urawa Red Diamonds e aposentadoria

Ihara nos Reds (Foto: J-League Photos)

No ano seguinte, Ihara já com 34 anos, estava perto da aposentadoria e acertou com o promovido da J2, o Urawa Red Diamonds de Masahiro Fukuda, Yuichiro Nagai, Shinji Ono, entre outros "renagados". Ihara foi titular da zaga dos Reds durante a temporada, num time que na época, era de médio porte na J-League. Em 2002, os Reds foram vice campeões da Nabisco Cup ao perderem por 1x0 para o Kashima Antlers com gol do Ogasawara. Ao final daquele ano, Ihara anunciava sua aposentadoria aos 35 anos de idade. Ali terminava a carreira de uma lenda viva do futebol mundial.


Seleção Japonesa

Ihara serviu a seleção por mais de 10 anos. (Foto: Archive Metropolis)

Ihara é o jogador que mais vezes vestiu a camisa da seleção japonesa na história. Foram 11 anos de serviços prestados aos Samurais Blues. Suas primeiras convocações aconteceram no ano de 1988, onde o Japão participou da primeira vez da Copa da Ásia (que foi um fiasco). Em 1992, veio o primeiro título da Copa da Ásia jogando em casa, e a partir daí, o Japão começou a aparecer mais no cenário do futebol.

No ano seguinte, já com a profissionalização do futebol no país, o Japão estava disputando as Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1994. Ihara era titular daquela equipe, mas ainda não era capitão, posto que era ocupado por Tetsuji Hashiratani. A classificação para a Copa nos Estados Unidos era dada como certa, até que no último minuto do jogo contra o Iraque, o Japão sofreu o gol que eliminou os Samurais Blues da Copa do Mundo. Porém, o grande momento ainda estava por vir. Em 1997, o Japão enfrentaria o Irã pelas Eliminatórias. Uma vitória e o Japão estaria na Copa da França no ano seguinte, e os Samurais, no sufoco por 3x2, venceram e garantiram a classificação para a Copa do Mundo de 1998.

Em 1999, o Japão foi convidado a participar da Copa América, e Ihara foi novamente titular da seleção durante o torneio. Com a eliminação na primeira fase, boa parte dos jogadores, não só Ihara, mas também Wágner Lopes, Naoki Soma, Saito e Okano, anunciaram aposentadoria internacional, deixando espaço para jogadores promissores.

Em ordem: Ihara, Miura Atsu e Akita num hotel em Assunção durante a Copa América de 1999 (Foto: Epasa)

Ihara está no hall da fama no futebol japonês e será lembrado para sempre!



Carreira
1990-1999 Yokohama F-Marinos
2000 Júbilo Iwata
2001-2002 Urawa Red Diamonds
Seleção Japonesa
1990-1999 122 JOGOS - 5 GOLS

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Em breve: Milan Legends vs. J-League Legends!!

AC Milan Glorie vs J-League Esperança: A partida agitará Sendai no fim do mês (Photo by: Glorie.jp)

É isso mesmo caro leitor do Futebol Nippon. Dia 31 de agosto no Yurtec Stadium, grandes ícones do AC Milan e da J-League se enfrentarão em uma partida beneficiente em prol das vítimas do terremoto e do tsunami que atingiram tanto a cidade de Sendai, como boa parte do país no dia 11 de março. Abaixo, confira os nomes dos selecionados da J-League:

GOLEIROS
- Nobuyuki Kojima
Goleiro conhecido pelo seu bigodinho por fazer, teve grande fase no então Bellmare Hiratsuka (atual Shonan Bellmare), onde chegou à Seleção Japonesa sendo titular na Copa da Ásia de 1996 e 3º goleiro na Copa do Mundo de 1998. Também atuou por Avispa Fukuoka e Thespa Kusatsu, onde atuou até o fim da carreira, aos 39 anos em 2005. Ao chegar no Thespa em 2002, o time era apenas uma equipe da 2ª Divisão da Liga de Gunma. Ano após ano, o Thespa foi conseguindo seguidos acessos, Gunma Div 2 2002 > Kanto Div 2 2003 > JFL 2004 > J2 2005.

- Daijiro Takakuwa
Titular do Kashima Antlers no final dos anos 90 onde se consagrou, Takakuwa também tem passagens por Verdy Tokyo, Vegalta Sendai, Yokohama F-Marinos (clube que o revelou) e Tokushima Vortis, onde se aposentou. Na seleção japonesa, fez parte do time bi campeão asiático em 2000, sendo titular no empate em 1 a 1 contra o Qatar.

- Ryota Tsuzuki
Revelado pelo Gamba Osaka por onde chegou pela 1ª vez a seleção principal, disputando a Copa das Confederações em 2001. Tsuzuki também atuou pelo Urawa Red Diamonds por quase uma década, sendo ídolo em Saitama. Em 2010 esteve emprestado ao Shonan Bellmare, onde acabou rebaixado à J2.


DEFENSORES
- Yutaka Akita
Akita é um dos maiores zagueiros que o país já teve. Titular do Kashima Antlers por mais de uma década, Akita foi campeão de 4 edições da J-League: 1996, 1998, 2000 e 2001. De 2004 à 2006, o jogador defendeu o clube de sua cidade natal, o Nagoya Grampus, onde também foi ídolo. No ano seguinte defendeu as cores do Kyoto Sanga na J2, onde passou boa parte da temporada na reserva, anunciando o fim de sua carreira em dezembro. Na seleção japonesa, participou das Copas do Mundo de 1998 e 2002, Copa da Ásia de 1996, Copa das Confederações de 2003 e também fez parte do elenco que disputou a Copa América em 1999. Akita é mais um que está no Hall da Fama da J-League!

- Masami Ihara
Ihara é tido como o maior zagueiro que o Japão já teve, talvez até de toda a Ásia. O Mr. Marinos como é carinhosamente chamado pelos torcedores do tricolor de Yokohama foi campeão de ínumeros títulos com o Marinos, levantando muitos destes canecos, já que Ihara passou boa parte de sua estadia em Yokohama como capitão do time. Também atuou pelo Jubilo Iwata em 2000, e pelos Reds onde passou os últimos anos da carreira. Pela seleção japonesa, é o jogador que mais vestiu o Hinomaru na história, com 122 jogos, disputou 3 Copas da Ásia, sendo campeão em 1992, foi capitão dos Samurais Blues na Copa do Mundo em 1998, e em 1999 na Copa América, além de ser titular em 1995 na Copa das Confederações. Ainda em 1995, Ihara ajudou o Marinos a ser campeão da J-League pela 1ª vez, e de quebra, ganhou o prêmio de Jogador Asiático do Ano. Um gentleman dos gramados japoneses, veremos Ihara anulando grandes ícones do rossoneri.


- Norio Omura
Outro grande ídolo do Yokohama F-Marinos, Omura também defendeu o tricolore por uma década onde chegou a Seleção Japonesa, sendo titular na Copa da Ásia em 1996 e reserva na Copa do Mundo de 1998. Em 2002 aos 33 anos, fez uma bela temporada junto ao Vegalta Sendai onde até voltou a ser chamado à Seleção por Zico, mas acabou não atuando na era do Galinho no comando do JFA. Também atuou por Sanfrecce, Yokohama FC e aposentou aos 39 anos no Gainare Tottori então da JFL em 2008.

 - Yosuke Nakata
Menos experiente que os demais, Yosuke Nakata começou a carreira em 2004 no Vegalta Sendai aos 23 anos ficando no clube até 2007. Em 2008 jogou a J2 pelo Yokohama FC e recentemente, estava atuando no Grulla Morioka das Ligas Regionais onde era capitão e decidiu encerrar a carreira apenas com 29 anos.

 - Eisuke Nakanishi
Eisuke começou a carreira com 19 anos em 1992 pelo JEF onde aos poucos foi ganhando a titularidade e o destaque no cenário nacional. Estreou na seleção durante as Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1998, fez parte da lista final para a Copa do Mundo e ficou na seleção até 2002. Em 2004, deixou o JEF e assinou com o Marinos onde de cara, já foi campeão da J-League no mesmo ano e defendeu o tricolor até 2006 quando aposentou. Nakanishi era um zagueiro veloz, tanto que podia jogar até como um lateral/ala direito.

 - Akira Narahashi
Akira Narahashi está no roll dos melhores laterais direitos que o Japão teve, além dele, nomes como Yasutaro Matsuki e Akira Kaji também podem ser lembrados, mas Narahashi só tem um. O lateral que começou no então "Fujita Industries" em 1990 ficou na equipe que virou o famoso Bellmare Hiratsuka até 1996, por lá, ganhou torneios como JFL em 1993, Tennohai (Copa do Imperador) 1994 e a Copa da Ásia dos Campeões (Equivalente a Copa Sul Americana ou a UEFA Europa League) em 1996. Em 1997, Narahashi assinou com o poderoso Kashima Antlers, onde conquistou 3 campeonatos da J-League, 3 Copas Nabisco, 3 Xerox Cup (Recopa, Vencedor da J-League x Vencedor da Tennohai do ano anterior) e 2 Tennohai. Ficou no time até 2006 e no ano seguinte retornou ao clube que o revelou, se aposentando com o fim da J2 2007.


MEIO CAMPISTAS
- Takashi Hirano
Veloz meia esquerda, Hirano passou 8 anos de sua carreira defendendo o Nagoya Grampus, onde jogou ao lado de nomes como Dragan Stojkovic, Shigeyoshi Mochizuki, Alexandre Torres, Takafumi Ogura, entre outros mitos que passaram pelos gramados da J-League... Ainda em 2000 o meia defendeu o Kyoto Sanga, equipe que fez contratações de peso para a temporada mas que acabou rebaixada a J2 do ano seguinte. Após defender o Sanga, Hirano passou por Júbilo Iwata, Vissel Kobe, Tokyo Verdy, Yokohama F-Marinos e Omiya Ardija entre os times da J-League. Em 2008 o jogador assinou com o Vancouver Whitecaps do Canadá onde ganhou alguns prêmios individuais além da USL First Division, uma espécie de JFL nos Estados Unidos, uma vez que o Vancouver Whitecaps disputa campeonatos da terra do Tio Sam. Em janeiro de 2011, Hirano anunciou sua aposentadoria. Pela seleção, disputou a Copa do Mundo em 1998.

 - Teruo Iwamoto
Iwamoto é mais um que fez parte da boa geração do Bellmare dos anos 90. Se consagrou pela equipe de Hiratsuka a qual deixou em 1997. Também teve ótima passagem por Vegalta Sendai, onde marcou um gol de falta de 40 metros de distância. Em 2006, disputou o Mundial Interclubes pelo Auckland City. Pela seleção, foi um nome constante na era Paulo Roberto Falcão.

 - Nozomu Kato
Experiente meia, jogou muitos anos no Kashiwa Reysol, sendo até cotado para a seleção. Aos 36 anos, passou a defender as cores do Shonan Bellmare, equipe onde jogou até o final de sua carreira aos 39 anos em 2008.

 - Tsuyoshi Kitazawa
Kitazawa foi um dos grandes volantes do futebol japonês no início da era profissional. Com passagens por Honda FC e Verdy Kawasaki/Tokyo Verdy, Kitazawa logo de cara foi campeão das 2 primeiras edições da J-League com o Verdy, além da Nabisco em 1992, 1993 e 1994, Tennohai em 1996 e Xerox Cup em 1994 e 1995. Ficou no Verdy até 2002 onde anunciou aposentadoria, hoje é comentarista esportivo, sempre presente nas edições do famoso Winning Eleven. Pela seleção, foi titular da equipe que conquistou a Copa da Ásia pela 1ª vez na história além de disputar a Copa das Confederações em 1995. Inexplicavelmente, Kitazawa ficou fora da lista final da Copa do Mundo de 1998 onde na ocasião, o Japão era treinado por Takeshi Okada.

 - Masaaki Sawanobori
Também chamdo de Mr S-Pulse, Masaaki Sawanobori é o maior jogador da história dos Magpies de Shizuoka. Atuou pelo time por quase 15 anos onde faturou a Nabisco em 1996, Copa da da Ásia dos Campeões em 2000, Tennohai em 2001 além da Xerox Cup em 2001 e 2002. Aposentou em 2005 aos 35 anos e pela seleção atuou 16 vezes e conferiu 3 gols. Na J-League de 1999, Sawanobori foi o grande nome do Shimizu que perdeu o título daquele ano nos pênaltis para o maior rival, Júbilo Iwata. Para Masaaki, apenas restou uma vaga no Best Eleven e o prêmio de Jogador Japonês do Ano.


 - Naoki Chiba
Naoki Chiba é um dos casos no futebol de jogador que defendeu apenas um clube. O volante defendeu o Vegalta Sendai de 1996 até 2010, visto que quando iniciou a carreira, o time se chama Brummell Sendai.


 - Yoshikazu Nonomura
Jogador que joga na posição de volante, Nonomura passou por JEF United e Consadole Sapporo, onde foi capitão do time e campeão da J2 em 2000. Aposentou em 2001 aos 29 anos mas 8 anos depois voltou ao futebol profissional e atualmente joga pelo pequeno Otaru FC da Liga de Hokkaido.


 - Yasuto Honda
Yasuto é mais um grande nome na história do Antlers, começou a carreira no Honda FC aos seus 19 anos e chegou a Ibaraki 3 anos depois. Ótimo marcador, Honda defendeu as cores do Kashima Antlers por mais de 10 anos, aposentando aos 37 anos em 2006. Pela seleção japonesa, fez parte do elenco da Copa da Ásia de 1996.


 - Hajime Moriyasu
Moriyasu foi um dos grandes nomes do Sanfrecce dos anos 90. Volante mordedor, ajudou o Sanf a conquistar o 1º estágio da J-League em 1994, (com exceção de 1996, até 2004, os campeões de cada estágio se enfrentavam em uma final de ida e volta) mas sucumbiram diante de um Verdy que era a base da seleção japonesa na época. Também teve uma passagem pelo Kyoto Sanga em 1998, voltando ao Sanf no ano seguinte. Em 2002 o jogador transferiu-se ao Vegalta Sendai e ficou na equipe até o fim da carreira. Pelo Samurai Blue, foi titular na 1ª conquista da Copa da Ásia e disputou as Confederações em 1995.


 - Motohiro Yamaguchi
Yamaguchi durante anos foi tiular absoluto do extinto Yokohama Flügels, jogando ao lado de nomes como Masakiyo Maezono, Naoto Otake, César Sampaio, Zinho, Paulo Futre entre outros, Yamaguchi teve seu destaque individual e aos 26 anos jogou pela primeira vez pelos Samurai Blues. Com a crise financeira, o Flügels acabou falindo no final de 1998 e as estrelas do time buscaram novos rumos. Após os tempos de Flügels, Yamaguchi passou por Grampus, Albirex onde foi capitão da equipe e Yokohama FC (clube fundado em 1999 por torcedores do Yokohama Flügels) onde se aposentou em 2007, ano em que o time disputou pela primeira e única vez a J1 em sua história. Na seleção, Yamaguchi disputou 58 partidas e marcou 4 gols, um deles encobrindo o goleiro sul-coreano Kim Byung-Ji pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1998.  




ATACANTES
 - Kenta Hasegawa
Hasegawa começou a carreira no Nissan Motorts (atual Yokohama F-Marinos) da JSL aos 23 anos, já que antes jogava pela sua Universidade. Em 1992, Kenta passou a defender as cores do Shimizu S-Pulse onde jogou por 8 anos e até hoje é querido pelos Magpies. Pela seleção japonesa, disputou 27 partidas e conferiu 4 tentos.


 - Tomoyuki Hirase
Hirase fez parte da chamada "geração de ouro" de jogadores que surgiram no Japão entre 1997 e 2000. O atacante começou a carreira no Kashima Antlers e em 1998 foi convidado a jogar pelo CFZ do Rio, voltando ao Kashima no ano seguinte e com a experiência de jogar em terras tupiniquins, ganhou a titularidade da equipe e assim chegou até a jogar na seleção. Em 2002 foi emprestado ao Yokohama F-Marinos voltando ao Antlers no ano seguinte. Ao deixar time de vez em 2004, ainda passou por Vissel Kobe e Vegalta Sendai, seu último clube na carreira. Pela seleção, jogou os Jogos Olímpicos de Sydney 2000.


 - Masahiro Fukuda
Masahiro Fukuda é o maior artilheiro da história do Urawa Red Diamonds com 152 gols. O jogador chegou no clube em 1989 quando ainda era Mitsubishi e continou até 2002 quando aposentou. Nestes 14 anos de Reds, o jogador foi artilheiro da J-League em 1995, nomeado ao Best Eleven do mesmo ano, artilheiro da segundona da JSL de 1990, entre outras façanhas... Fukuda é o maior artilheiro da história do clube com 152 anos e o maior idolo da torcida. Pela seleção japonesa, foi titular no 1º título da Copa da Ásia em 1992 e jogou a Copa das Confederações em 1995.


 - Takeshi Mizuuchi
Jogador com passagens por Urawa Reds e Brummell Sendai (hoje Vegalta Sendai), aposentou precocemente aos 25 anos.


 - Takashi Mizunuma
Mizunuma foi um dos grandes nomes do futebol japonês nos anos 80 e sempre defendeu as cores do Nissan Motors/Yokohama Marinos. Pelo clube, ganhou a Tennohai em 1983, 1985, 1988, 1989, 1991 e 1992, a JSL (principal campeonato de futebol japonês antes da criação da J-League) 1988/99 e 1989/90, a JSL Cup  em 1988, 1989 e 1990, a Copa da Ásia dos Campeões em 1991/92 e 1992/93 e a J-League de 1995, último título de sua carreira e primeiro do Marinos na J-League. Seu filho, Kota, joga pelo Tochigi SC e pelas Seleções de base do Japão, inclusive o time campeão dos Jogos Asiáticos de 2010.


CONVIDADO DE HONRA
 - Kazu
Preciso falar mais o que? Kazu está em todas!!!




IL DIAVOLO
O Milan é uma das equipes de mais respeito, grandeza e tradição do mundo. O rossoneri como é conhecido foi fundado em 1899 e é o segundo clube que mais vezes ganhou a UEFA Champions League (o maior campeão é o Real Madrid), copando o torneio por 7 vezes. Também é o maior campeão intercontinental sendo tri campeão do Mundial Interclubes (1969, 1989 e 1990) e campeão da Copa do Mundo de clubes da FIFA em 2007.

A seguir, a convocatória do Milan Legends:
GOLEIROS: Dida e Massimo Taibi
DEFENSORES: Franco Baresi, Stefano Nava, Alessandro Costacurta, Pietro Vierchowod, Roberto Mussi e Roque Junior
MEIO CAMPISTAS: Stefano Eranio, Gianluigi Lentini (foto), Diego Fuser, Angelo Carbone, Mario Bortolazzi, Roberto Lorenzini, Serginho e Christian Lantignotti
ATACANTES: Daniele Massaro, Maurizio Ganz, Jean-Pierre Papin e Christian Vieri.

O Milan teve que desembolsar £13.000.000 para tirar Lentini do Torino (Foto: freewebs.com) 



O jogo promete e o Futebol Nippon não deixará escapar um só detalhe!